Dezembro não começou muito bem. Primeiro, porque a UERJ inventou de voltar da greve a essa altura do campeonato, pra fazer aquele intensivão de 3 semanas antes do recesso de fim-de-ano, efetivamente matando todos os meus planos de passear com minha prima Marcela, que eu não vejo há 11 anos e que chega do Chile no dia 07 para ficar lá em casa. Pensem numa revolta.
Além disso, como muitos podem ter deduzido pelo silêncio, eu não passei no exame de moto. Metade da responsabilidade é minha, talvez por ter deixado o imenso e inevitável intervalo entre a última aula prática e a prova diminuir minha atenção. Mas a outra metade é culpa da porra da autoescola, que mais uma vez me informou mal e me sacaneou muito, mas muito feio. Isso porque após um mês e meio parado, eu estava contando com a prática do dia que, segundo meu instrutor, aconteceria enquanto os alunos aguardavam a vez de ir para a fila do circuito. É claro que não teve. É claro que podia ter, tinha moto (mais de uma) disponível, tinha capacete, eu tinha a grana pra pagar, mas o instrutor que estava lá (não era o meu, pra piorar) fez um enorme esforço para me forçar a "ajudá-lo a me ajudar." Em nenhum momento ele disse nada nesse sentido, mas ele certamente fez bastante esforço para dificultar as coisas para mim, ao mesmo tempo que me olhava com cara de debochado. Nunca na minha vida tive tanta vontade de socar alguém!
Resultado: errei um dos cones logo de saída. Um erro inevitável pra quem passou tanto tempo sem treinar (coisa que aliás é efeito direto da sistemática do Detran, que exige as 15 aulas completas para poder marcar a prova, e sempre abre a marcação 45 dias antes dos exames), e que jamais aconteceria se eu tivesse dado uma mísera volta com a moto de treino antes de pegar o circuito oficial. Não comentei antes porque nem sei o que eu faço agora, minha vontade era desistir, mas eu inventei de fazer a inclusão de categoria junto com o vencimento da carteira, então enquanto eu não conseguir passar na porra da prova, nem carteira de motorista tenho mais. E isso me irrita mais ainda por saber que continuarei dependendo dos pela-sacos da autoescola, pelo menos por hora. Juro que quando isso terminar eu taco uma bomba naquela merda.
E eu que achava que corretores de imóveis eram escrotos.
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1.12.08
8.10.08
Rápido update sobre meu projeto da scooter:
Hoje finalmente foi a última biometria (tive que ficar mais 2h enrolando em Ipanema esperando dar horário de aula) e embora ainda faltem 5 aulas práticas efetivamente, meu exame já está marcado pro dia 21. De Novembro. Era o mais cedo que tinha, mas pelo menos consegui não cair pra Dezembro.
Mas por outro lado, tanto faz. Desisti de comprar a Scooter por hora. Economia doméstica insustentável, falta de lugar pra estacionar e crise monetária internacional acabando com os preços de financiamento foram suficientes para fuder o barraco. Fail. Um dia quem sabe.
24.9.08
Sobre aulas de moto, Guitar Hero e a mente de um DDA
Hoje tive prática de moto outra vez. Dessa vez fiz o circuito completo do exame, e praticamente não errei nada. O instrutor disse que não tinha nada a corrigir e que, se houvesse exame nessa sexta, eu provavelmente passaria direto, salvo se o estado emocional interferisse.
Fiquei pensando com meus botões e achei que o estado emocional não seria um fator muito impactante, já que eu ainda tenho tempo suficiente de treino para assentar a habilidade além do alcance da insegurança. O problema maior, o que pode me custar a aprovação (e mais 100 pratas e 1 mês de espera pra remarcar exame) é justamente eu estar treinado demais.
Se tem uma coisa na qual eu sou bom, é em seguir algoritmos. Repetir padrões. Por isso o circuito da prova, pra mim, não passa de uma brincadeira divertida de memorizar uma sequência de ações pra superar o obstáculo. Se me deixassem, passava horas e horas ali treinando. Isso é uma coisa que vem naturalmente para mim, a repetição. Mas então por que eu nunca consegui, digamos, praticar piano até atingir o ponto que eu queria de habilidade?
Pensei no Guitar Hero. Modéstia à parte, eu sou muito bom em jogos de ritmo. Jogo o negócio no Expert há tanto tempo que o que para muita gente é um aglomerado de bolinhas coloridas, pra mim são padrões repetidos que se traduzem em movimentos manuais quase inconscientemente. E eu aprendo rápido, também - comprei o Rock Band há menos de 6 meses e já estou tocando a bateria no Expert também, em um nível bem aceitável (claro que tem espaço pra melhorar muito ainda, mas me dêem 2 anos e vou estar tinindo). Aí alguém diz - se é tão estimulante e fácil aprender a guitarra de plástico, por que é tão difícil aprender o piano de verdade?
Ai entra a questão do DDA. A mente inquieta. Enquanto os desafios estão sendo lançados em sucessão rápida, os reflexos à flor da pele, eu sou capaz de passar horas entretido. Mas basta a atividade automática dispensar a atenção, ficar redundante, que a mente divaga e eu cometo algum erro idiota. Mesmo me forçando a prestar atenção, pequenos deslizes aqui e ali normalmente botam tudo a perder. Essa é a razão pela qual eu sou um excelente jogador de Guitar Hero no nível fodalhão, mas sou péssimo no nível iniciante. A distância entre uma nota e outra e a simplicidade dos padrões é um convite ao desligamento e ao consequente erro. Essa é também a razão pela qual eu sempre, SEMPRE erro alguma coisa idiota em provas cuja matéria eu domino. Perdi um 10 na média de Geometria Descritiva no semestre passado por um erro tão imbecil, mas TÃO imbecil, que chega a dar desgosto. Tipo, confundir ímpar com par.
Por esse motivo, a minha dificuldade em fazer tarefas simples, eu tenho medo de treinar demais o circuito da prova de moto e, na hora, cometer alguma idiotice porque comecei a pensar na morte da bezerra. Nessa hora, o nervosismo é um inesperado aliado, porque ajuda a focar. Mas mesmo o nervosismo passa com treino suficiente. E dada minha progressão rápida nas aulas práticas, é bem capaz que eu não passe por ser tudo muito fácil.
Agora é torcer pra pegar um avaliador com cara de nazista. =P
Wind
Hoje tive prática de moto outra vez. Dessa vez fiz o circuito completo do exame, e praticamente não errei nada. O instrutor disse que não tinha nada a corrigir e que, se houvesse exame nessa sexta, eu provavelmente passaria direto, salvo se o estado emocional interferisse.
Fiquei pensando com meus botões e achei que o estado emocional não seria um fator muito impactante, já que eu ainda tenho tempo suficiente de treino para assentar a habilidade além do alcance da insegurança. O problema maior, o que pode me custar a aprovação (e mais 100 pratas e 1 mês de espera pra remarcar exame) é justamente eu estar treinado demais.
Se tem uma coisa na qual eu sou bom, é em seguir algoritmos. Repetir padrões. Por isso o circuito da prova, pra mim, não passa de uma brincadeira divertida de memorizar uma sequência de ações pra superar o obstáculo. Se me deixassem, passava horas e horas ali treinando. Isso é uma coisa que vem naturalmente para mim, a repetição. Mas então por que eu nunca consegui, digamos, praticar piano até atingir o ponto que eu queria de habilidade?
Pensei no Guitar Hero. Modéstia à parte, eu sou muito bom em jogos de ritmo. Jogo o negócio no Expert há tanto tempo que o que para muita gente é um aglomerado de bolinhas coloridas, pra mim são padrões repetidos que se traduzem em movimentos manuais quase inconscientemente. E eu aprendo rápido, também - comprei o Rock Band há menos de 6 meses e já estou tocando a bateria no Expert também, em um nível bem aceitável (claro que tem espaço pra melhorar muito ainda, mas me dêem 2 anos e vou estar tinindo). Aí alguém diz - se é tão estimulante e fácil aprender a guitarra de plástico, por que é tão difícil aprender o piano de verdade?
Ai entra a questão do DDA. A mente inquieta. Enquanto os desafios estão sendo lançados em sucessão rápida, os reflexos à flor da pele, eu sou capaz de passar horas entretido. Mas basta a atividade automática dispensar a atenção, ficar redundante, que a mente divaga e eu cometo algum erro idiota. Mesmo me forçando a prestar atenção, pequenos deslizes aqui e ali normalmente botam tudo a perder. Essa é a razão pela qual eu sou um excelente jogador de Guitar Hero no nível fodalhão, mas sou péssimo no nível iniciante. A distância entre uma nota e outra e a simplicidade dos padrões é um convite ao desligamento e ao consequente erro. Essa é também a razão pela qual eu sempre, SEMPRE erro alguma coisa idiota em provas cuja matéria eu domino. Perdi um 10 na média de Geometria Descritiva no semestre passado por um erro tão imbecil, mas TÃO imbecil, que chega a dar desgosto. Tipo, confundir ímpar com par.
Por esse motivo, a minha dificuldade em fazer tarefas simples, eu tenho medo de treinar demais o circuito da prova de moto e, na hora, cometer alguma idiotice porque comecei a pensar na morte da bezerra. Nessa hora, o nervosismo é um inesperado aliado, porque ajuda a focar. Mas mesmo o nervosismo passa com treino suficiente. E dada minha progressão rápida nas aulas práticas, é bem capaz que eu não passe por ser tudo muito fácil.
Agora é torcer pra pegar um avaliador com cara de nazista. =P
Wind
22.9.08
E hoje - notem bem - foi minha segunda aula de pilotagem de moto. Semana passada a porcaria da chuva não deu trégua e eu não tive nenhuma. Agora tive que remarcar pra semana que vem (teoricamente quarta-feira agora seria a última) e provavelmente só vou poder marcar meu exame pra Dezembro (!), quando fatalmetne já terei perdido toda a habilidade =/ graças a São Pedro, o sistema idiota do Detran, e minha própria agenda de compromissos diária que se unem para ferrar minha vida. Pelo menos eu tô pegando rápido o jeito, quarta já vou fazer o circuito completo e depois é só praticar até a perfeição. Vamos ver se, chegando perto da prova, eu marco (pago) mais umas aulas pra relembrar... foda é ficar sem carteira nenhuma até lá, nem de moto e nem de carro.
Ah, só uma nota quanto ao post anterior: é bom relembrar aos leitores do blog que meu compromisso sempre foi e sempre será com meu bem-estar acima de tudo. Se eu reclamo aqui e abro meu coração, é apenas um desabafo necessário para superar os obstáculos. Que é o que eu estou fazendo, sempre.
Wind
Ah, só uma nota quanto ao post anterior: é bom relembrar aos leitores do blog que meu compromisso sempre foi e sempre será com meu bem-estar acima de tudo. Se eu reclamo aqui e abro meu coração, é apenas um desabafo necessário para superar os obstáculos. Que é o que eu estou fazendo, sempre.
Wind
10.9.08
Hoje foi minha primeira aula de pilotagem de moto. Era pra ter sido na segunda, mas choveu. E ainda rolou um arranca-rabo com o instrutor estressado que simplesmente surtou comigo porque não sabe informar as coisas e depois se irrita quando eu pergunto, mesmo que seja pela primeira vez.
Mas enfim. Passado esse episódio lamentável, hoje estava tudo ok e pude ficar praticando partida, freada e troca de marchas. Mesmo já tendo pilotado moto antes (quando tinha uns 13 anos, supervisionado pelo meu pai que sempre foi motoqueiro de trilha) eu ainda tinha um medo irracional de moto, especialmente depois que caí duas vezes (no mesmo dia!) com a 650cc do meu pai em 2000 - eu não pilotava há anos e ele quis que eu tentasse praticar no solo arenoso e seco de Brasília, com uma moto muito mais pesada do que a XL 250 antiga dele, não podia dar certo mesmo - e fiquei meio traumatizado com moto. Mas foi bem tranquilo no fim das contas.
Engraçado que relendo os arquivos do blog, encontrei um post sobre minha primeira aula de direção - 5 anos atrás, holy shit - em que eu digo que tinha a nítida sensação de que jamais aprenderia a guiar na vida. E no entanto, obviamente, eu tiro de letra hoje em dia. Acredito então que ter me dado bem com a moto logo na primeira aula é um bom sinal :)
A parte mais pentelha de pilotar moto é a troca de marchas naquele pedalzinho de 1800 e guaraná de moringa. Mas como eu tô tirando carteira pra pilotar scooter, que tem câmbio automático, é um incômodo passageiro que só vai me atormentar até o dia da prova.
Chato mesmo é saber que provavelmente minha prova vai ser só em Novembro :/ Vou bem deixar umas aulinhas de crédito pra marcar perto da data, senão vou perder toda a prática.
E é isso aí :) Boa sorte pra mim!! \o/
Mas enfim. Passado esse episódio lamentável, hoje estava tudo ok e pude ficar praticando partida, freada e troca de marchas. Mesmo já tendo pilotado moto antes (quando tinha uns 13 anos, supervisionado pelo meu pai que sempre foi motoqueiro de trilha) eu ainda tinha um medo irracional de moto, especialmente depois que caí duas vezes (no mesmo dia!) com a 650cc do meu pai em 2000 - eu não pilotava há anos e ele quis que eu tentasse praticar no solo arenoso e seco de Brasília, com uma moto muito mais pesada do que a XL 250 antiga dele, não podia dar certo mesmo - e fiquei meio traumatizado com moto. Mas foi bem tranquilo no fim das contas.
Engraçado que relendo os arquivos do blog, encontrei um post sobre minha primeira aula de direção - 5 anos atrás, holy shit - em que eu digo que tinha a nítida sensação de que jamais aprenderia a guiar na vida. E no entanto, obviamente, eu tiro de letra hoje em dia. Acredito então que ter me dado bem com a moto logo na primeira aula é um bom sinal :)
A parte mais pentelha de pilotar moto é a troca de marchas naquele pedalzinho de 1800 e guaraná de moringa. Mas como eu tô tirando carteira pra pilotar scooter, que tem câmbio automático, é um incômodo passageiro que só vai me atormentar até o dia da prova.
Chato mesmo é saber que provavelmente minha prova vai ser só em Novembro :/ Vou bem deixar umas aulinhas de crédito pra marcar perto da data, senão vou perder toda a prática.
E é isso aí :) Boa sorte pra mim!! \o/
4.9.08
Pois então. Meu mais novo projeto, para quem ainda não sabe, é a aquisição de uma scooter para me livrar das restrições do transporte público - e também pra curtir por aí. As fases preliminares já estão em curso: aproveitei que estava na época de renovar a CNH e já paguei uma inclusão de categoria. Ontem fiz o exame e amanhã devo ir na escola marcar as aulas e a prova.
Também já pesquisei bastante e me decidi pela Yamaha Neo CVT 115cc. Primeiro, porque ela tem todo o conforto das scooters clássicas (câmbio automático, economia de combustível, baú, vão central, etc.) mas tem rodas grandes de 16" - porque aquela rodinha de 10" ninguém merece - e tem potência suficiente para poder fazer curtas viagens em rodovia, o que é um dos meus maiores objetivos.Segundo, porque é a moto do Sandy & Júnior!!
Mas ainda tem um problema que eu não resolvi e que pode botar tudo a perder: AONDE CARALHOS estacionar a bicha. Minha escritura não tem vaga de garagem, e o condomínio não tem área para motos (embora tenha espaço de sobra pra fazer uma) e diz que só dá pra estacionar moto junto do carro numa vaga de carro. Que eu não tenho. E não só isso, podia pedir pra encostar na do vizinho, mas tem que ser algum vizinho muito específico porque só umas 15 vagas deixam espaço pra estacionar moto sem que o carro obstrua totalmente a mesma. "Plano B," pensei, "vou estacionar num dos dois mensalistas que tem na minha rua."
Quem disse que algum deles aceita moto?
Parei pra pesquisar direito e praticamente NENHUM estacionamento guarda moto! Isso é um absurdo! Até falei que a moto vai estar segurada, com rastreador, bloqueador e o cacete a 4, mas nem chance. Aparentemente as seguradoras metem a faca em estacionamento que trabalha com moto nas grandes metrópoles, e por consequência, esses quase não existem.
Aí eu me pergunto: COMOFAS//?/ =///////
Alguém tem alguma idéia?
Wind
Também já pesquisei bastante e me decidi pela Yamaha Neo CVT 115cc. Primeiro, porque ela tem todo o conforto das scooters clássicas (câmbio automático, economia de combustível, baú, vão central, etc.) mas tem rodas grandes de 16" - porque aquela rodinha de 10" ninguém merece - e tem potência suficiente para poder fazer curtas viagens em rodovia, o que é um dos meus maiores objetivos.
Mas ainda tem um problema que eu não resolvi e que pode botar tudo a perder: AONDE CARALHOS estacionar a bicha. Minha escritura não tem vaga de garagem, e o condomínio não tem área para motos (embora tenha espaço de sobra pra fazer uma) e diz que só dá pra estacionar moto junto do carro numa vaga de carro. Que eu não tenho. E não só isso, podia pedir pra encostar na do vizinho, mas tem que ser algum vizinho muito específico porque só umas 15 vagas deixam espaço pra estacionar moto sem que o carro obstrua totalmente a mesma. "Plano B," pensei, "vou estacionar num dos dois mensalistas que tem na minha rua."
Quem disse que algum deles aceita moto?
Parei pra pesquisar direito e praticamente NENHUM estacionamento guarda moto! Isso é um absurdo! Até falei que a moto vai estar segurada, com rastreador, bloqueador e o cacete a 4, mas nem chance. Aparentemente as seguradoras metem a faca em estacionamento que trabalha com moto nas grandes metrópoles, e por consequência, esses quase não existem.
Aí eu me pergunto: COMOFAS//?/ =///////
Alguém tem alguma idéia?
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